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MC Porto: uma década a correr a Volta a Paranhos

Equipa MC Porto na Volta a Paranhos 2019Duas equipas bem diferentes alegraram a histórica corrida

O Moto Clube do Porto completou 10 anos ininterruptos a participar com atletas na Volta a Paranhos, a mais antiga prova de atletismo de Portugal e que neste domingo, 8 de dezembro de 2019, colocou nas ruas da cidade do Porto a sua 62ª edição.
A trabalhar de moto, já lá andamos há mais anos e desta vez tivemos 5 motos ao serviço, conduzidas pelo Alfredo Ramalho, Luís Silva, Carlos Teixeira, António Sousa e Luís Pires.
A correr foram muitos mais. Do veterano Gil Alcoforado ao mascote Rui Pinheiro Júnior (parece uma lebre), dos maratonistas Abel Gomes, Rui Pinheiro, João Pedro Pinheiro, Carlos Almeida e Ernesto Brochado aos estreantes Filipe Martins, Mara, Pedro Mendes, Tomás Mendes e Nelson Barbosa, ainda tivemos os repetentes José Barbosa e João Almeida. Já a caminhar, o Ilídio Neto, o Joaquim Alves, a Fatinha Silva e Henrique Maia, a Alexandra e Sara Barbosa. Mas no meio do pelotão fomos vendo mais sócios, ex-sócios, familiares e amigos deste grande Moto Clube do Porto, numa prova popular, que atravessa a zona de residência e trabalho de muitos de nós e que ontem foi fustigada por uma chuva de várias intensidades mas que não esmoreceu o espírito a ninguém.
Bem se tentou que a equipa corresse junta, mas a diferença de ritmos, entre tanto povo, não ajudou muito à missa.
Ainda assim conseguiu-se chegadas em pequenos grupos, bons momentos de convívio, diversão, incentivo e o pulverizar de tempos e objectivos por parte dos estreantes.
A dar à sola na Volta a Paranhos desde 2010, é giro ver que agora muitos de nós também trazem a filharada. Só nesta edição houve cinco duplas pai/filho.
Obrigado à Delfina e ao Transalves pelas fotos.
Obrigado a todos pelo gosto de vestirem a t-shirt do Moto Clube do Porto.

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José Garcia, a paixão de um fundador

José GarciaJosé Garcia - 27/03/1930-12/09/2019

O entusiasmo, transmitido pelo indisfarçável brilho especial nos olhos, sempre que falava sobre motos era a prova mais evidente da enorme paixão que nutria pelo universo das duas rodas, fosse no campo da competição, quer enquanto mototurista ou, simplesmente, como… motociclista. Utilizador de longuíssima data de motos, José Garcia passou o vírus das duas rodas a toda a família, sempre partilhado pela esposa Sílvia, pelos filhos Osvaldo e Jorge, pelo neto André e que chegou mesmo aos bisnetos Martim e Miguel. Faleceu aos 89 anos, após corajosa luta contra prolongada doença, deixando mais pobre a família do Moto Clube do Porto do qual foi sócio fundador, inscrito com o número 2 a 14 de maio de 1986, e com o qual foi mantendo contacto ao longo dos anos.
De Moçambique, de onde regressou em 1975, trouxe a Norton Comando 750, a Triumph 500 Twenty One do filho Jorge Garcia, e a vontade de viajar rumos às provas do Mundial de Velocidade que então acompanhava ao vivo na visita anual à África do Sul, na pista de Kyalami. Hábito retomado pouco depois da chegada Portugal, com viagens até Jarama por alturas do Grande Prémio de Espanha, na companhia da esposa e dos filhos, a quem se juntavam, por vezes, alguns amigos.
Mas, da antiga colónia portuguesa, trouxe também – e além de muitos troféus ganhos em competição! – a experiência do associativismo, ganha na fundação e legalização do Moto Clube de Moçambique – Lourenço Marques, o primeiro a promover provas de motociclismo naquele território.
Por isso e pelo bom ambiente que desde logo se apercebeu, não hesitou quando o filho Jorge lhe falou na criação do Moto Clube do Porto, aceitando o desafio em defesa dos valores de amizade, solidariedade e camaradagem. A presença do patriarca da família Garcia foi uma constante nos primeiros anos de vida do MCP, com participação nas diversas concentrações que então eram organizadas na Galiza bem como em inúmeros passeios organizados pelo seu Clube, mas sem deixar as viagens em família através de Espanha, Andorra ou França. Além de acompanhar a vida desportiva familiar, da presença nas provas de Osvaldo Garcia e André Garcia, seguramente recordando um passado de sucesso nas pistas de velocidade em Moçambique.
À família enlutada deixamos aqui os votos de sentidos pêsames e toda a solidariedade neste momento particularmente difícil.