O Moto Clube do Porto deseja a todos os sócios e amigos
 um bom natal e feliz ano novo

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MC Porto no Mototour das Nações na Tunísia

Motos, Portugueses, Viagens, Estrangeiro....a Loucura!!!!

E nós fomos lá...!

Nós o Moto Clube do Porto (MCP), a Federação de Motocilismo de Portugal (FMP), os motociclistas Portugueses… E foi bem giro! E bem representado!

Lá, a Tunísia, e a aventura que nos esperava por aquelas terras e nos dias que a antecediam e se seguiam… Viagem de 8 a 18 de Outubro de 2018 com horários e encontros cumpridos e respeitados de forma incrível!

Grupo heterogéneo de 31 pessoas, em 20 motos, que espontaneamente se dividiram em 4 grupos de viagem de forma a não se atrapalharem uns aos outros. Formula de sucesso e que nos juntou a todos novamente no porto de Marselha para embarque para a Tunisia e desembarque em Tunis.

No último ano, o MCP tinha levado à Grécia um grupo de 22 pessoas, naquilo que foi a mais fantástica viagem de sempre dos seus participantes! Ambiente fantástico, tempo fenomenal, incidentes zero, paisagens belíssimas….

Este ano resolvemos repetir a dose… Ambiente novamente fantástico, tempo a precisar de ser despedido por má performance, incidentes alguns (a testar a nossa capacidade e a nossa resposta) e paisagens mais normais, mas ainda assim muito bonitas!

Resultado em ambos os casos: Uma enorme sensação de dever cumprido, de integração perfeita em grupo, tanto a nível social como a nível de condução e conduta em caravana, uma alegria colectiva de uma viagem bem passada e com mais valias imensas sobre vários aspectos e pontos de vista! Assim vale a pena!!

A Tunísia recebeu-nos muito bem! Todos diríamos que muito melhor que o que esperávamos! De uma simpatia e disponibilidade enorme, os elementos da organização primaram pelo cuidado e pela atenção a todos os participantes. Enorme apoio das autoridades, apoio mecânico na retaguarda com carrinha e ferramentas, e ainda com ambulância permanente… Não nos faltou nada!

No que respeita ao MCP e a presença dos portugueses no evento, deixar aqui um elogio pela enorme correcção e simpatia de todos, pela sua forma discreta de espalhar alegria, pela ordem e segurança que transmitiram a todos os que vos rodeavam! Grande sucesso!!

Uma palavra para os apoios recebidos – MCP, Runporto e Spidi - que nos permitiram estar “equipados de igual” e criar um também enorme impacto visual em todos os que nos viam passar.

Há “coisas” na vida que valem a pena!! Andar de moto é sem dúvida uma delas…. Passear com os amigos (em moto) é outra delas… E visitar países onde nos recebem com o coração aberto e nos mostram o que de bonito há para ver, é mais uma delas!! Receita perfeita para uns dias muito bem passados.

Pelo valor humano da aventura, pelo valor turístico do evento, pelo valor social do resultado, aqui vos deixamos alguns testemunhos vividos na primeira pessoa…

E claro, fotos, muitas fotos! 😊 no final dos testemunhos

MCP on the Road to Tunisia

https://photos.google.com/share/AF1QipOEcVkTejigJa6PkE4kpRj0C-JQdv4EeK9BjG0-zp59h7VKo4Eg2Q6SNRUusdqiKg?key=N0gtMjdONFBwX0ZONk5vS0FZTFJUN3M2ZmVLcnFR

Testemunhos na 1ª pessoa

Neusa Mendes

À aventura pela Tunísia.

Não seriamos portugueses se não gostássemos de explorar, de partir à aventura e conhecer novas gentes, os seus costumes e tradições.

Estávamos todos curiosos e penso que ninguém veio dececionado.

A Tunísia é um pais que merece ser visitado. Tem monumentos maravilhosos. A grande Mesquita de Sousse, por exemplo, estava aberta e vimos o seu interior, lindo.

Os mosaicos que vimos no museu são de um pormenor extraordinário.

O povo é muito acolhedor. Sempre que passávamos com as motas nas ruas os adultos e as crianças em particular acenavam e sorriam.

Gostei muito do percurso e de todos os sítios que visitamos. Havia muito mais para ver e no futuro não faltarão oportunidades. Recomendo a quem goste de história a visitar o pais.

Margarida Silva-Leal

E foi mesmo uma grande aventura...fantástica!

A apreensão de uma viagem tão grande de moto, mais de 4.000kms, foi grande, muito grande!!

Mas não era preciso! Vim de coração cheio...... cheio de amigos, cheio de uma cultura diferente com gente simples e boa e que me ensinou bastante e também cheio de experiências irrepetíveis.

Tenho que agradecer a duas pessoas especiais, ao meu marido, Zé Monteiro, que nunca me deixou desistir da viagem e ao Nuno Trêpa pela coragem de organizar uma viagem desta dimensão e que foi maravilhosa a todos os níveis. Cansados, sujos, mas no dia seguinte cheios de força para mais uma etapa.

And next MCP.........Road to....?

Paulo Beigel

"Mais importante do que o destino, é o caminho que se percorre!"

Este lema que aplico na maior parte das minhas viagens e passeios de moto, é aplicado apenas em parte deste MotoTour of Nations 2018 - Tunisia, tal era a curiosidade e a perspectiva de conhecer este país!

A possibilidade de visitar um pais do continente africano que dificilmente se encontra ao alcance do comum motociclista, sob a chancela da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), com o apoio do próprio governo, da Federação Tunisina de Motociclismo (FTM), do Moto Clube de Sousse e dentro da estrutura do Moto Clube do Porto, era demasiado boa para ser ignorada. Passando das ideias à prática, começou a ser delineada em maio e foi concretizada em outubro, depois de várias reuniões e acerto de pormenores maiores ou menores nos quatro meses que antecederam a partida. 

Uma viagem de 1.600kms dividida em 2 dias, uma estadia de 30 horas no ferry que une Marselha a Tunez (seriam 23 horas mas devido a problemas burocráticos entre companhias de ferrys, fez com que atrasasse…) e mais 150kms de autoestrada já em território Tunisino fez-nos chegar ao nosso destino Sousse, que seria o centro fulcral e ponto de partida deste Mototour.

Ao longo de 3 dias conhecemos uma Tunisia direccionada para o turismo e um esforço enorme dos seus habitantes pelo bem estar dos seus visitantes. Mais de 100 motociclistas de várias nacionalidades, predominantemente portugueses seguidos de perto pela Croácia e logo atrás a Espanha mais italianos, belgas, dinamarqueses, holandeses, Suiços, Libios e outros, e a fechar com os Tunisinos, escoltados pela policia, serviços médicos e por infindável numero de componentes do Moto Clube local que mantiveram a coluna sempre unida e as estradas sempre livres para a passagem da comitiva.

A visita a EL Jem e o seu coliseu foi o ponto alto do primeiro dia, com as habituais adequações da condução e postura a um pais desconhecido. Nestas situações as curiosidades são mais que muitas, mas ainda eram mais as dos habitantes locais perante uma comitiva motociclística desta envergadura.

No segundo dia e limadas algumas arestas no que diz respeito à forma da caravana e à sua composição por países, seguimos para Kairouan onde visitamos a medina e almoçamos. Na viagem para o hotel fomos surpreendidos por um diluvio que nos apanhou desprevenidos e que nos molhou até à alma.....

No último dia visitamos o museu de Sousse e fomos a Monastir, localidade junto ao mar com praia e toda a estrutura necessária para a captação do turismo que tanto necessitam depois dos atentados terroristas que sofreram em junho de 2015.

Com um desfile da caravana por Sousse e arredores, deu-se por terminada a nossa estadia na Tunísia dentro do Mototour of Nations. 

Gostaria de ter visitado uma Tunisia mais profunda e mais típica, assim como a entrada no deserto e suas aldeias. A facilidade de deslocamento que a moto nos proporciona seria o mote para o desbravar deste pequeno país africano. Para conhecer as praias e o que o turismo de massas pretende, iria de avião e instalar-me-ia num dos bons hoteis que existem com toda a estrutura ao meu dispor, não tendo que sofrer com a burocracia de entrada no país por via marítima com o desperdício de 2 dias enfiado num ferry. Bastavam-me 6 horas de avião divididas em 2 vezes.... Mas como comecei este texto, o que interessa é o caminho que se percorre, e essa foi uma boa experiência com quase 4.000kms para me encherem as medidas com a GSA a portar-se lindamente e a proporcionar uma comodidade e eficácia exemplar!

Com o regresso, repetiu-se praticamente a viagem de ida, com a diferença de que o grupo era maior pelo menos até Girona, onde se dividiu para descanso de alguns elementos.

A chegada ao Porto deu-se com um sentimento de "dever" cumprido e proposta ganha, tendo para isso, contribuído a estrutura do grupo e a forma como foi liderado, apenas sentindo que numa nova viagem com contornos semelhantes, seja implementado mais rigor na análise de experiência de condução e postura dos elementos do grupo em prol da segurança de todos.

“COMENDADOR”  Aurélio

A MINHA VIAGEM

Madrugada, dia 8: e o sono que não vem, é só expectativa.

Sete horas, sou o primeiro a chegar à Galp (alguma vez tinha que o ser), e chega o Beigel. Olho para ele devidamente equipado e olho para mim, concretamente para os meus pés. Levo sapatos grossos (afinal vamos para África).

Chega outro, outro e ainda outro e todos com fatos de chuva e eu sem vontade de vestir o meu. Chega o Nuno, logo, chega a organização e há que fazer reparos de viagem e eu continuo a ignorar o meu fato de chuva. Rolamos estrada fora e chegamos a Alcanices com sol e eu todo sorridente.

Eis que chega a fome e a primeira expectativa foi gorada, toma lá bocadilhos (disse à barriga: logo vai ser melhor), e assim foi. Chegamos a Zaragoza, bom hotel e bom jantar (vinguei-me). Depois de bem dormidos e já na estrada, a chuva fez questão de nos acompanhar. Lá molhei os meus sapatos pois mesmo o fato de chuva não os protegeu. Já em Girona para almoçar (15 horas) e almoço não havia, mas com boa vontade todos almoçamos igual. Como sobremesa recebemos um forte aguaceiro que em boa verdade, durou pouco tempo e, entretanto, os sapatos secaram. Em França e a gozar a belíssima paisagem após Perpignan fomos desviados para um lindo vinhedo. Não foi escolhido, não fazia parte do roteiro, foi o acaso: estrada cortada. Após muitas voltas eis-nos de novo na estrada e a tarde a desaparecer, com Nimes à nossa espera. Bendito Beigel que reuniu com o Nuno e eis-nos na autoestrada e de novo a chuva apareceu. Camiões, muitos camiões e muita água soprada por estes e lá se molharam os meus sapatos outra vez. À noite em Nimes: pessoal, vamos jantar. O restaurante de serviço era o McDonalds (devido as horas) agora com um grupo maior.

A Helena, indisposta, veio de boleia com o Nuno e eu tinha ido de boleia na minha moto e tive de a trazer (obrigado Fábio, pela boleia na minha moto).

Manhã cedo, Marselha à espera e a chuva por companhia. Foi omnipresente até ao embarque e os meus pés numa piscina. Controle alfandegário em execução e eu com os meus problemas: Nuno! perdi o meu passaporte: tinha que ser eu, mas não foi verdade. No meio de tantos bolsos e tudo tão molhado ele apareceu e eu sosseguei. Já a bordo, fiz (fizemos) da cabine um estendal que de pouco valeu.

Interroguei-me: será que na outra costa, também vai chover? Responderam os meteorologistas de telemóvel: não! e a expectativa elevou-se a alta fasquia, o que na realidade de todo não aconteceu. Desembarcados em Tunes, recebidos com calor noturno africano e em autoestrada até Sousse, sem portagens e com batedores, (senti-me um ministeriável) e eis-nos no hotel, lindíssimo e com uma receção calorosa à nossa chegada. Fomos os últimos, sem direito a jantar, mas a sanduiche a seco, que nos serviram tardiamente sossegou o estômago. Não há culpados, somente atraso do barco. Todos irradiávamos sorrisos, simpatia, amizade e até empatia com outros grupos. O prazer de ter chegado ao destino.

O programa da visita foi por demais absorvente. Foi rico, lindo e aprazível. As ruínas do Coliseu (os romanos também passaram pelo norte de África), o Mosteiro, os Museus e a Casa-Museu do libertador desta posse africana em relação a França, as praias e as zonas turísticas, são de um encanto ímpar, sempre acompanhadas em cada paragem, de um ótimo repasto. Então aquele na visita às tapeçarias, acompanhado com chá, foi de chorar por mais.

As saladas, o couscous servido da mais variada forma e bem picante e eu a pedir cerveja num país muçulmano: toma lá água. Como resultado tive o meu organismo virado do avesso. Mesmo assim, não resisti às tâmaras e em quantidade, às romãs e outros frutos. Então aquelas servidas pelo Nuno já no regresso, foram a cereja do bolo da visita à Tunísia. Aonde está o resto? Agora à distância é que sabiam bem. Mas voltemos aos sapatos: é que mesmo em África, a chuva também esteve presente. Deixamos de nos ver na caravana durante uns minutos, tal foi a pluviosidade e os sapatos e não só, voltavam a ser piscina.

A caminho de Portugal, de novo em Marselha, cedo me apercebi que continuaríamos a ter a chuva por companhia e não me enganei. Ignorámo-la e mantivemos o espírito de grupo e de solidariedade. Em Espanha, afinal há bom vento e sol, muito sol que nos acompanhou até ao fim da viagem e os meus sapatos sequinhos. Aquela paragem antes de Toro, em que momentaneamente fiquei mais rico, de nada nos valeu, pois afinal o dinheiro não era meu e depois de milhentas opiniões e a boa vontade do Pedro, ela (a carteira) ficou no mesmo sítio. Ficamos de consciência tranquila.

Não posso esquecer a procura para jantar em Toro. Tudo fechado e ninguém na zona histórica, só nós, motards. Aquele e único aberto, era de um português, logo salvou os estômagos. Obrigado…

Dormidos, bem dormidos, eis-nos de rosto virados para o nosso querido Portugal, sem, contudo, apreciar a linda paisagem de Zamora: então aquela albufeira era de arrepiar. A “posta” podia esperar, mas eu preferi o bacalhau. Bom almoço para despedida do grupo e é aqui chegado e depois de tudo o que retenho na memória, fica-me a imagem daquele círculo, todos ombreados, ouvindo o Nuno a agradecer a nossa correção e amizade entre todos. OBRIGADO NUNO pelo empenho que pões em cada viagem, sobretudo pela organização. Obrigado a todos com quem convivi e privei. Foi um prazer viajar convosco.

P.S. A comenda extraviou-se e onde devia estar na minha montra de viagens, está agora o barrigudo, bonacheirão e descontraído motard por vós oferecido.

Filomena Ramos e Abel Gomes

Aventura na Tunisia

O destino final da viagem: Tunisía. Um grupo de motociclistas portugueses, alguns acompanhados de penduras, participaram no Mototour of Nations 2018 que se realizou a partir de Sousse – Tunisia.

A preparação começou muito antes da data prevista da partida. Eram demasiadas motos para fazer o percurso juntos e os objetivos até lá eram diversos. Assim, uns com tempo, outros nem por isso, lá foram partindo com o objetivo comum de todos participarmos no evento em representação de Portugal e do Moto Clube do Porto, do qual a grande maioria é associado.

Fiz parte como pendura do último grupo a partir. Todos nos encontraríamos em Marselha para o transbordo até Tunes.

O itinerário de aproximadamente 1.500kms, previa cruzar Espanha, França até Marselha em apenas 3 dias.  A excitação da partida era grande. Foi cedo que nos encontramos e iniciamos a nossa viagem com promessa de 800km para o 1º dia. Alguém se esqueceu de documentos, e assim acontece o primeiro contratempo.

As viagens são grandes sonhos para os amantes das motos. Afinal, basta uma boa companhia e boas estradas para desbravar outros locais com facilidade de acesso e o prazer que só uma moto consegue proporcionar. Combinado com isso, também está a aventura que uma viagem destas pode proporcionar, desde as paisagens a todo o resto que acontece numa viagem em que são diversos os intervenientes, com destaque sobretudo para quem sabe perceber a importância de fazer parte de um grupo.

O desafio é chegar.... Ninguém quer que as condições climáticas interfiram ou que alguma atitude individual possa ser entendida como entrave. Mesmo assim, desde chuvas violentas a alguns contratempos que surgiram devido aos itinerários sugeridos pelos GPS, tudo foi fácil de superar.

Importante foram os locais marcados que funcionaram como objetivos para descansar e recuperar forças, assim como os momentos para reabastecer que foram autênticos momentos de relaxamento e de fortalecimento do grupo.    

Porque são os momentos que vivemos, as experiências que temos, as pessoas com quem convivemos, as oportunidades que não perdemos, a capacidade de em qualquer que seja a situação, saber ultrapassar as adversidades e ainda as escolhas que fazemos, que fazem de nós a pessoa que somos.

Afinal, viajar pode ser a oportunidade de aprendermos a reagir positivamente diante dos imprevistos. Assim aconteceu no regresso, em que todos os condutores estiveram de parabéns, pois souberam demonstrar destreza e respeito pelos outros na estrada. Assim como perceber a importância que o pendura pode ter, numa conduta de confiança no condutor e vice-versa.

As visitas realizadas na Tunísia, desde o cemitério junto do forte em Mahdia, o coliseu de El Jem, provavelmente usado para espetáculos de gladiadores, corridas de bigas e outros jogos de circo, a medina em Kairouan, percorrer Sousse, a capital da região e visitar o seu museu, Monastir e o antigo palácio presidencial.

Toda esta região está cultivada com extensos olivais, sendo a azeitona e o azeite extremamente valorizados. Pelo percurso ainda tivemos oportunidade de testemunhar localidades com modos de vida muito singulares, a exposição de carnes nos talhos, as oficinas automóveis na rua, as mais diversas lojas, as mesquitas com os seus minaretes, a alegria dos residentes manifestada apenas por nos ver passar, fazem que nos interroguemos sobre os motivos que nos levam a reclamar sobre o nosso modo de vida...

Ficamos hospedados no Hotel Marhaba Palace El Kantaoui, com uma praia privada, 2 piscinas exteriores e um clube nocturno, que apresenta uma excelente localização no Mar Mediterrâneo. O tempo contribuiu para tornar este passeio na Tunisia um momento agradável, com a exceção de um dos dias em que por momentos nos sentimos debaixo de uma tormenta...assim é África.

Muita brincadeira com passeio à mistura, faz acreditar que novas aventuras se seguirão. Com disposição e vontade para fazer parte de uma nova aventura....

Manuel Tavares e Marinha Queirós 

Tunísia, nós fomos lá!!

A viagem à Tunísia foi excelente e espectacular! Uma viagem ao estilo de passeios MCP, onde o espírito de companheirismo e de entreajuda esteve em primeiro lugar. Quanto ao evento, muito bem organizado e todos os intervenientes foram incansáveis e hospitaleiros. Uma palavra de agradecimento aos companheiros de viagem, que foram espectaculares.

Um agradecimento especial pelo apoio prestado, à direcção MCP, ao José Fonseca pela SPIDI e ao Jorge Teixeira pela RUNPORTO.

Um agradecimento muito especial ao Nuno Trêpa Leite, pela logística e burocracia desta excelente viagem.

Assim vale a pena viajar...

Fonseca e Tilde

Tunísia 2018

Os 4.000kms de moto, um destino exótico como a Tunísia e um evento com a chancela da FIM, foi seguramente o que nos levou nesta aventura.

Se a tudo isto somarmos a relativa instabilidade da região, teremos os condimentos necessários para embarcar nesta viagem fantástica!

Foi juntamente com um total de 31 motociclistas que em terras Africanas nos aventuramos a visitar lugares, museus e monumentos de rara beleza, sempre com a máxima simpatia e segurança que os nossos anfitriões do Moto Clube de Sousse e da Federação Tunisina nos souberam presentear.

Aliás estes foram de uma simpatia e organização tal que nos surpreendeu a todos pela positiva.

No final o Moto Clube do Porto e a Federação de Motociclismo de Portugal arrecadaram os principais prémios do evento, o que embora não sendo o objetivo principal, foi um momento de grande união e alegria dentro do grupo.

Este foi assim um daqueles eventos que não se esquecem mais e que se esperam repetir em breve... agora para outras paragens.

Helena Carvalho

Posso descrever esta aventura da seguinte forma. 

Esta viagem

Teve quatro estações,

Acção,

Experiência, 

Queda e 

Recordação.

Obg., a todos que fizeram parte desta aventura comigo.

Bjinhos 

Tito Baião

Cada partida é uma nova chegada. Cada chegada é uma nova partida.

Sempre que parto em viagem há dentro de mim o sentimento da espera pelo momento do regresso.

Depois de uns dias a preparar tudo o que seria necessário, encontrei-me com o meu grupo de viagem, que partiria da área de serviço de Águas Santas.

A minha memória já não é o que era, e não sei porquê, lembrei-me de que não tinha o livrete da mota. Tive que voltar a casa, mas disse a todos que partissem à hora combinada e que os apanharia no caminho. E assim foi, juntei-me a eles depois deste primeiro percalço.

Sabia que nesta viagem iriamos ter bom e mau tempo. Felizmente a chuva e o vento intensos só apareceram à chegada a Marselha.

O grupo foi coeso e, mais uma vez, muito disciplinado, como quase todos os MCP têm quando rodam juntos. Os hotéis foram bem escolhidos. 

Rodava como já tinha feito na viagem à Grécia. À frente o comandante, e a fechar eu e a minha "central eléctrica" a assinalar-lhe que ninguém ficava para trás.

Ao longo da viagem até Marselha fomos encontrando os grupos MCP que tinham partido em dias diferentes.

Mais uma vez se notou a boa organização da viagem, pois a entrada para o navio fez-se sem sobressaltos. Tive o pequeno azar, na entrada do porto, de derrapar e cair com a mota, sem consequências. Claro que antes de pousar os pés naquele enorme monte de ferro flutuante, tomei as minhas pastilhas contra o enjoo.

As quase 24 horas do navio foram passadas maioritariamente a dormir, para recuperar do muito cansaço.

O desembarque na Tunísia foi outro exemplo de excelente organização, e mais rápido do que eu imaginaria.

Com batedores a abrir caminho, partimos já com todos os portugueses e os outros participantes no evento, de forma segura, sem interrupções, até ao hotel.

Infelizmente chegamos quase 4 horas depois do previsto, por culpa do atraso provocado pela "tempestade" em Marselha.

Sobre a Tunísia não tenho muito a dizer. Esta foi a terceira vez que lá estive.

Reconheço a forma inexcedível como fomos tratados.

Todos estavam sempre disponíveis a ajudar-nos, fosse nos passeios ou no hotel.

Sem surpresas, pelo menos para mim, o grupo do MCP destacou-se claramente de todos os outros, pela capacidade de rolar disciplinadamente em estrada, de saber ajudar os outros quando necessário e de, entre nós, existir um forte companheirismo, mesmo não conhecendo grande parte dos elementos da equipa.

Continuei sempre a moto vassoura e tive até que esperar por um companheiro que, por estar com sono, resolveu parar para fumar um charuto! Confesso a minha surpresa!

Gostava também de destacar o grupo da Croácia que, como nós, tinha um comportamento irrepreensível na estrada.

Num dos dias estive mesmo para abandonar o meu "posto". Seguiam atrás de nós o grupo dos simpáticos líbios, com quase todas as motas a lançar aos nossos ouvidos o estridente som das suas canções, ensurdecedor! 

Na festa final arrancamos brilhantemente dois merecidos primeiros prémios! Foi uma noite alegre, tendo até uma dançarina que nos proporcionou a dança de (um volumoso) ventre!

Era hora de preparar o regresso.

Mais uma vez escoltados pela polícia, partimos para Tunes, para mais umas pastilhas salvadoras e 24 horas de barco. 

A caminho de Girona, um acidente de um dos nossos na auto-estrada. Parecia muito grave, mas felizmente não foi. Apanhei um grande susto: eu e outro companheiro tivemos que "lamber" os rails centrais, para não sermos apanhados pela mota ainda em movimento. As malas ficaram um bocado estragadas, mas passamos. Depois de nos certificarmos que a nossa acidentada estava bem entregue às equipas de emergência, seguimos para o hotel em Girona.

Até agora não falei em nomes, mas aqui quero expressar a minha grande admiração pela Anatilde e pelo Abel, os nossos enfermeiros que prestaram a primeira assistência. E ao Fonseca, por ter seguido até ao hospital.

Nessa noite avisei o nosso comandante de que no dia seguinte não seguiria com eles, pois não estava em condições físicas para fazer quase 900 km. Fiquei com mais 3 excelentes companheiros, numa viagem mais calma, com uma etapa em Sória antes de chegarmos ao Porto.

Foram dias de fraterno convívio, diversão, genuína alegria, comportamento exemplar na estrada, que criaram o desejo de "repetir a dose"!

Como disse no início, cada chegada anseia por uma nova partida.

Espero que possa voltar a viajar com todos vós e, claro, já com a minha companheira Susana na sua própria mota.

Não quero terminar sem dar um forte abraço ao Nuno Trepa pela capacidade de liderança demonstrada e pela paciência com que nos aturou a todos.

Viva o MCP.

Assinado: "o traidor e auto-proscrito" 

Joana Moura

“Viagem de uma pendura”

Esta viagem serviu-me para tentar vencer o medo que tenho de andar de moto e de facto, constatei que temos uma visão mais ampla de tudo o que nos rodeia.

Apesar de alguns contratempos durante os diferentes dias, a equipa dos “tugas” fez com que tudo corresse lindamente.

Quando chegamos à Tunísia tivemos a presença da polícia que nos escoltou até ao hotel e assim continuou até ao regresso ao porto de Tunes. Admiro a forma como os tunisinos se esforçaram para que tudo corresse bem, fazendo-nos sentir felizes e seguros.

Tivemos o privilégio de visitar o Coliseu, que está bem conservado e almoçamos em frente ao mesmo, visitamos Kairouan que tem uma bela Medina e uma mesquita imponente. O museu de Sousse tem uma grande exposição de estátuas e mosaicos muito bem conservados.

As melhores memórias que levo desta viagem são as pessoas. Os organizadores e todas as pessoas que de alguma forma estavam envolvidas neste evento, mostraram sempre vontade de nos cativar e agradar.

Durante os passeios, todos os tunisinos nos acenavam sempre de sorriso espontâneo. São de facto um povo magnífico.

Chegamos bem, de bolsos mais vazios e com o coração cheio.

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