Início

Se o destino for alcançável de moto
nós iremos lá!

Webmail Área Reservada

MCP e Mototrofa juntos em Passeio de Natal bem à Portuguesa

Passeio de Natal MCP Mototrofa 2019Bom tempo ajudou sucesso… à mesa

Se o Natal é tempo de mesa farta e convívio, boa disposição e oferta de presentes, então o Passeio que, anualmente, junta sócios do Moto Clube do Porto aos clientes e amigos da Mototrofa voltou a fazer jus à quadra que está mesmo aí à porta. A ideia, já se sabe, é confraternizar, desfrutar de algumas das mais interessantes estradas do Norte de Portugal, descobrir uns quantos tesouros paisagísticos e etnográficos, conhecer o património e artesanato lusitano, e, claro está, apurar os sentidos gastronómicos.
Desafio a que responderam uma centena de entusiastas, esgotando completamente os lugares disponíveis, que sem temores à incerteza climatérica acabaram por ser brindados com o dia mais soalheiro dos últimos tempos. E nem o nevoeiro matinal diluiu grande animação desde o primeiro momento, quando, ainda bem cedo, nas instalações da Mototrofa, os participantes iam fazendo o check-in e provando o delicioso bolo da Trofa, jesuítas e outras lambarices com que os irmãos Isabel e Francisco Silva sempre gostam de acarinhar os convidados. Tempo para as primeiras conversas e para um curto briefing antes de colocar em andamento a caravana de 73 motos, com saída da Trofa através das vias menos usuais e de maior envolvente paisagística.
Voltas e voltinhas para fugir ao trânsito matinal de um sábado, que levariam o pelotão, muito certinho, até à Doçaria de Fornelos para a primeira descoberta do dia. Casa afamada pelo pão de ló, largamente reconhecido como um dos melhores do País, revelou alguns dos segredos (os possíveis…) da confeção desta iguaria feita apenas com farinha, açúcar e ovos caseiros e cozinhado em forno de lenha. Fruto de uma receita, com mais de 70 anos, transmitida de geração em geração até chegar a César Freitas, bisneto da criadora de tão doce segredo. Sempre presente, a mãe do incansável pasteleiro, a simpática D.ª Emília, conta que todos os dias saem dos fornos a lenha mais de 50 quilos de pão de ló mas que, por alturas do Natal ou da Páscoa são produzidas mais de 7 toneladas desta iguaria, à custa de muitos milhares de dúzias de ovos caseiros, com as gemas separadas à mão por verdadeiras especialistas. Tempo ainda para descobrir outras doçarias, a começar pelos fabulosos doces de gema, feitos, claro está, com a gema de ovos caseiros e que, por isso mesmo, possuem uma cor e sabor inconfundíveis, além de das tradicionais cavacas, rosquilhas ou dos biscoitos manteigueiros, de limão, côco, cacau ou baunilha.
De barriguinha bem composta, rumou-se mais a norte, através de estradinhas ladeadas por surpreendentes paisagens, passando por inúmeros carvalhais de belíssimos tons outonais, rasgando a pacatez de algumas aldeias até chegar a Aboim. Simpática, a Anne Sophie Pereira, responsável pelo Museu do Moinho e do Povo de Aboim desvendou os segredos do Moinho da Casca de Carvalho onde, como o próprio nome indica, era moído o referido elemento natural extraído das árvores que formam a maior mancha de carvalhal em toda a Europa. A casca, extraída apenas uma vez durante toda a vida da árvore, era moída até ficar em pó, vendido para as fábricas de curtumes de Guimarães para tratar as peles, garantindo assim maior maneabilidade e resistência.

Cozido à Portuguesa no alto da serra

Visita mais rápida que o desejado porque era preciso aproveitar cada minuto dos dias muito curtos desta altura do ano e porque muito havia ainda para ver e provar. E com o estômago quase a dar horas, regresso à estrada, atravessando as serranias de Fafe até Boadela onde a D.ª Maria da Graça, a filha Cátia Jéssica e toda a família tinham preparada uma enorme surpresa. Em verdadeiro ambiente de arraial, a que nem faltou um tocador de concertina, o senhor Albino, já estavam na mesa as primeiras entradinhas, com presunto, salpicão, chouriço, bolinhos de bacalhau e pataniscas do mesmo, enquanto as alheiras acabavam de grelhar, para serem servidas bem quentes. Uma delícia antes da sopa de legumes à boa moda portuguesa, bem recheada e corpulenta, daquelas onde a colher se segura sozinha, em jeito de preparação para o prato principal: um cozido à portuguesa que deixou todos de olhos em bico. E com o estômago a abarrotar! É que foi impossível não experimentar todas as diferentes carnes que acompanhavam as batatas, couves e cenouras plantadas no quintal mesmo ali ao lado. Deleite gastronómico que, apesar da muita alegria reinante, criou silêncio durante algum tempo, próprio de quem quer usufruir de toda uma enorme paleta de aromas e paladares que só a (verdadeira!) cozinha tradicional oferece.
Tamanho banquete que quase roubava todo o espaço e apetite para as não menos deliciosas sobremesas que aí vinham. Altura, pois, para um pequeno intervalo, aproveitado para animado sorteio de inúmeras ofertas natalícias da Mototrofa, desde cadeados de disco a capacetes, de suportes de telemóvel a produtos de manutenção, de golas térmicas a carregadores de baterias, gerando muitas expressões de alegria antes de ‘atacar’ as rabanadas com mel, aletria à boa moda antiga, bolo rei e pão de ló. E com um ambiente tão agradável como seria possível continuar o Passeio de Natal sem atrasos? Impossível, pois claro! Mas não sem que antes todos os participantes fossem presenteados com um kit de enchidos da ‘Rainha do Fumeiro de Terras de Basto’, a D.ª Maria da Graça, pois claro, oferta do Moto Clube do Porto e da Mototrofa.

Surpreendente estreia mundial no Museu do Linho

Foi preciso muita força de persuasão para fazer os convivas regressar às motos, para o curto mas muito bonito percurso até à aldeia de Limões, onde nos esperavam as artesãs do Museu do Linho e da Cooperativa de Artesãos. E onde, depois da concentrada mas eficaz explicação do Dr. Emanuel Guimarães sobre o ciclo tradicional do linho, da sementeira da linhaça até à toalha, dos teares até às colchas, e da sua importância para as populações, foi tempo de apreciar a destreza das experientes Maria de Jesus, Maria Augusta e Margarida Isabel. Que, com o incentivo do coordenador da cooperativa António Tavares, ajudaram mesmo as mais audazes motociclistas a transformarem-se em tecelãs, testemunhando a grande dificuldade em criar verdadeiras obras de arte sob a forma de colchas, toalhas, casacos ou mesmo pequenos sacos para o pão. Tarefa que a muitos abriu o apetite para a estreia mundial dos quequelinhos, bolo feito com sementes do linho e que promete ser imagem de marca do concelho de Ribeira de Pena. E que, acompanhado com vinhos verdes da região, broa de centeio, compotas e mel de urze surpreendeu o palato dos mototuristas antes da viagem de regresso e ajudou a encher as malas das motos. Que a noite agora chega rápido e havia que não abusar da bondade do S. Pedro que brindou a caravana com um excelente dia de sol no meio de tempos tão chuvosos. Regresso a casa com uma barrigada de novos sabores, mas também de boas estradas e muito convívio porque assim se faz o Natal dos motociclistas, com os amigos reunidos à volta da mesa.

MC Porto: uma década a correr a Volta a Paranhos

Equipa MC Porto na Volta a Paranhos 2019Duas equipas bem diferentes alegraram a histórica corrida

O Moto Clube do Porto completou 10 anos ininterruptos a participar com atletas na Volta a Paranhos, a mais antiga prova de atletismo de Portugal e que neste domingo, 8 de dezembro de 2019, colocou nas ruas da cidade do Porto a sua 62ª edição.
A trabalhar de moto, já lá andamos há mais anos e desta vez tivemos 5 motos ao serviço, conduzidas pelo Alfredo Ramalho, Luís Silva, Carlos Teixeira, António Sousa e Luís Pires.
A correr foram muitos mais. Do veterano Gil Alcoforado ao mascote Rui Pinheiro Júnior (parece uma lebre), dos maratonistas Abel Gomes, Rui Pinheiro, João Pedro Pinheiro, Carlos Almeida e Ernesto Brochado aos estreantes Filipe Martins, Mara, Pedro Mendes, Tomás Mendes e Nelson Barbosa, ainda tivemos os repetentes José Barbosa e João Almeida. Já a caminhar, o Ilídio Neto, o Joaquim Alves, a Fatinha Silva e Henrique Maia, a Alexandra e Sara Barbosa. Mas no meio do pelotão fomos vendo mais sócios, ex-sócios, familiares e amigos deste grande Moto Clube do Porto, numa prova popular, que atravessa a zona de residência e trabalho de muitos de nós e que ontem foi fustigada por uma chuva de várias intensidades mas que não esmoreceu o espírito a ninguém.
Bem se tentou que a equipa corresse junta, mas a diferença de ritmos, entre tanto povo, não ajudou muito à missa.
Ainda assim conseguiu-se chegadas em pequenos grupos, bons momentos de convívio, diversão, incentivo e o pulverizar de tempos e objectivos por parte dos estreantes.
A dar à sola na Volta a Paranhos desde 2010, é giro ver que agora muitos de nós também trazem a filharada. Só nesta edição houve cinco duplas pai/filho.
Obrigado à Delfina e ao Transalves pelas fotos.
Obrigado a todos pelo gosto de vestirem a t-shirt do Moto Clube do Porto.

Dezembro é mês de S. Silvestres

O MC Porto voltará ao trabalho “atlético” nas S. Silvestre de Braga e Porto, a 22 e 29 deste mês, respectivamente.
A da invicta, com partida às 18.00h, é uma festa incrível do desporto e da cidade, atafulhando completamente a Avenida dos Aliados com 15.000 ou mais atletas, sentindo-se sempre no ar uma enorme adrenalina e expectativa nos segundos antes do tiro de partida. E as motos do MC Porto lá no meio, em frente ao Hotel Intercontinetal, prontas a arrancar, em grande destaque.

 

A catedral da galhofa

Rojões ou bacalhau, foi por onde começou mais uma festa da gargalhada.

Mais uma vez na taberna canoa, onde o Sr Antero e sua esposa Eduarda receberam o MCP com uma recepção e peras.
E assim os vinte e sete convivas deram inicio ao faustoso jantar com sorriso, tal como dito encima com rojões ou bacalhau tudo bem regado com branco tinto e o muito,(também havia o tal sumo de laranja).
Após saborosa sobremesa rabanadas e muito mais guloseimas, veio o café com o ponto alto da noite.
O stand up comedy, que este ano, assegurado por um sócio que até já foi palhaço, o nosso Jorge Monteiro.
E durante uma hora e meia, foi vê-lo a contar anedotas sobre tudo, desde as mais inocentes ás picantes, com o vernáculo digno de bolinha vermelha bem carregada, que arrancaram muitas gargalhadas, até á ultima surpresa que o Canoa tinha preparado para a malta,
Um delicioso bolo com a forma do nosso veiculo de estimação, encerrando a noite em amena cavaqueira dos muitos convivas que teimavam em não deixar a porta fechar.
Bons amigos, boa comida caseira e boa disposição, que mais se pode pedir?
Igual receita, pois claro.

Ler mais...

Ano novo, Assembleia nova

MCP OriginalCalendário de 2020 é ponto alto da noite de 17 de janeiro

As contas – as de 2019 e as previsões para 2020 – mas, sobretudo, o programa de atividades para o próximo ano são pontos da agenda para a tradicional Assembleia geral do Moto Clube do Porto, marcada para 17 de janeiro, sexta-feira. Reunião magna marcada para as 21.30 horas, na sede multiusos do MCP, e onde, além do Relatório de Contas de 2019 e apresentação do Orçamento a executar em 2020, haverá tempo para a discussão de outros assuntos de significativa importância para a vida do nosso clube.

Tempo, pois, para comprovar a boa gestão e solidez financeira do MCP como para descobrir as novidades de um calendário bastante preenchido e sempre à disposição dos associados que queiram propor eventos. Na estrada, fora dela ou na sede!

Convocatória formal aqui

Passeio de Trails ao Minho MCP / Antero

Dia invernoso não assustou participantes

Região apaixonante de belas paisagens, gente bonita e gastronomia deliciosa, o Minho é também zona de dias de Inverno rigorosos e muito húmidos, trazendo um encanto diferente aos cenários!

Sendo mais uma parceria do MCP com a Antero, foi cedo a simpática receção nesta empresa, este domingo 24 de novembro, aos participantes deste evento que deram início à caravana que foi engrossando, e na paragem em Moledo estavam reunidos os 25 corajosos motociclistas participantes. Algumas caras novas, outras muito habituais destas andanças fora de estrada, muita boa disposição, também uma fraca chuvinha matinal a fazer a sua aparição….

Tempo de sair para a estrada e da estrada, rumo ao Santo Antão, bonito Miradouro sob a foz do Rio Minho, ontem um pouco cinzenta pela neblina que se fazia notar e que na Senhora das Neves já rodeava a capela de uma penumbra sebastianesca. As pistas ganhavam uma diferente perspetiva e a caravana ia-se encantando com o trajeto mas também com esta envolvência climatérica. A passagem do vale do Ancora, agora em tons de castanho e verde escuro, gera sempre um encanto especial, na Senhora da Cabeça, tempo para parar, apreciar, falar e degostar: bolinhos oferecidos novamente pela Antero e um reconfortante licor trazido e oferecido pelo nosso participante vindo da vizinha Galiza, Karloss Soya!

Ler mais...

MCP e Mototrofa inovam no Passeio de Natal 2019

Um Natal com sabores diferentes

É tempo de Natal, tempo de paz e amor, tempo de bacalhau… Mas, já sabem, nós, aqui no Moto Clube do Porto, gostamos de marcar o nosso próprio ritmo no calendário. Por isso vamos reformular os votos da quadra que se aproxima: É tempo de Natal, tempo de passear de moto, tempo de cozido à portuguesa!

Claro está que, com a chegada da temporada natalícia, juntamo-nos aos nossos amigos da Mototrofa e, em conjunto, celebramos mais um Passeio de Natal, marcado por belíssimas estradas e não menos entusiasmantes descobertas gastronómicas e patrimoniais, artesanais e etnográficas. Para isso reservamos o dia 7 de dezembro, por sinal um sábado em que as estradas, restaurantes e museus estarão mais apelativos, com encontro marcado para as 8.30 horas, nas instalações do concessionário Honda e BMW na Trofa. Partida madrugadora porque é preciso aproveitar cada minuto dos muito curtos dias desta altura do ano. Tanto mais que há muito para ver…

Da Trofa, de onde sairemos depois de um reforço do pequeno almoço onde não faltará o já tradicional Bolo da Trofa para acompanhar o sempre apetecível café e outras petisquices, rumaremos a Fornelos para provar o pão de ló local, menos conhecido que o de Ovar, mas nem por isso menos saboroso, além de um genial Doce de Gema. Doçaria cujas calorias poderão ser queimadas mais adiante, com a visita ao Museu de Aboím e do Povo de Aboím e ao Moinho da Casca de Carvalho antes de voltarmos à estrada, para chegar a horas do almoço a Terras de Basto, bem perto da fronteira entre os distritos de Braga e Vila Real.

Ler mais...

MCP no Autoclássico

Motos no meio dos carros

O Moto Clube do Porto, marcou presença mais uma vez no certame Autoclássico 2019.

Com um stand próprio e uma área acolhedora para todos os visitantes, foram três dias de presença, onde a boa disposição e descontração reinou, não só nos elementos presentes mas também nos visitantes e nas dezenas de sócios do MCP que por lá passaram.

Um agradecimento aos sócios Carlos Gomes, Susana Martins e à Marinha Queirós pela disponibilidade e ajuda durante a exposição.

Até para o ano...

Bifanas da Amélia e Moto da noite

20190705 moto da noite

Na passada sexta-feira 4 de outubro a sede do Moto Clube do Porto animou-se mais uma vez para a moto da noite e novamente as bifanas da Amélia.

Ao mesmo tempo os sócios já se deliciavam com as bifanas, que diga-se de passagem estavam excelentes e foram muito apreciadas, o parque ia-se enchendo com motos que brilhavam na noite calma de final de verão prolongado.

O júri incumbido da dificílima tarefa de escolher a moto da noite, teve a sua tarefa facilitada pois a moto escolhida se destacava das demais no parque.

Assim, o júri constituído pelos sócios António Brás, António Sousa e Dias Costa, depois de tecerem as suas teses escolheram a invulgar URAL 750 SIDECAR do sócio Lino Alves, que como habitual teve direito à mini e respetivo diploma para certificar o vencedor.

Para o mês que vem há mais...

Ler mais...

Penitência e aleluia em Lamego

À Descoberta de muito património religioso e belezas naturais com o MCP e a MotoTrofa

A chuva, extremamente necessária depois de meses de escassa pluviosidade que quase ditam regime de seca extrema em Portugal, foi penitência cumprida pelos participantes do À Descoberta 2019, em redor de Lamego, entre os rios Douro, Varosa e Balsemão. Divina provação que quase diluiu algumas das cénicas paisagens e obrigou a redobrar atenções na estrada, mas que não roubou sorrisos no rosto de todos os mototuristas. Que, ao longo das várias paragens em locais de marcante importância histórica e religiosa, foram pedindo ajuda divina para umas ‘abertas’ que permitissem guardar os fatos de chuva e desfrutar do passeio preparado pelo Moto Clube do Porto com importante apoio da MotoTrofa.

Evento que começou na sexta-feira, abrindo o Secretariado na sede do Clube Automóvel de Lamego – presidido pelo incansável Paulo Gonçalves e oferecedor de enormíssima ajuda na organização e realização do passeio – para permitir aqueles que, sobretudo viajando de mais longe, queriam aproveitar ao máximo um fim-de-semana muito promissor. Claro que, em grupo, recordando amizades e antecipando animação, houve tempo e ocasião para saborear as mais deliciosas joias gastronómicas da região do Alto Douro, do famoso Vinho do Porto ao excelso presunto, dos mais diversos enchidos e queijos, sempre acompanhados por excelentes vinhos durienses, até aos doces tradicionais saboreados na Presunteca, agradável espaço de obrigatória paragem em plena Nacional 2.

Momentos de grande diversão antecipando dia que começava cedo, com partida junto ao CTOE – Centro de Tropas de Operações Especiais, onde são formados os conhecidos ‘rangers’ de Lamego – com visita à Igreja de Santa Cruz, parte mais visível do Convento com o mesmo nome, construído para doação aos frades Lóios, em 1596 e que, desde a Extinção das Ordens Religiosas, em 1834, conserva a vocação militar. Primeira visita do dia que deu particular destaque ao amplo interior, de uma só nave, onde sobressaem o refinado trabalho em talha de ouro que ornamenta as capelas lareais e os azulejos seiscentistas com cenas da vida de Santo António de Lisboa e S. Bento de Múrcia. Momento histórico antecedendo os primeiros quilómetros, debaixo de chuva intermitente e algum frio, até à Ponte Fortificada de Ucanha construída pelos romanos e incluída numa estrada que por ali passava. Ponte que, no século XII, foi doada juntamente com o couto de Algeriz e o território de Ucanha por D. Afonso Henriques à viúva de Egas Moniz, Teresa Afonso, que por sua vez o doou ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas (que ela mesmo criara e que a caravana haveria de visitar mais tarde), acabando os monges por muito beneficiar da velha ponte, ali cobrando direitos de portagem aos que o rio Varosa queriam atravessar. Na precursora de ideias geniais que a ‘nossa’ Brisa haveria de aproveitar, foi possível apreciar ainda a exposição ‘Há Ir e Voltar’, da reputada fotojornalista Lucília Monteiro, uma das 4 iniciativas simultâneas integradas na 7.ª edição do Ciclo de Fotografia de Lamego e Vale do Varosa. E houve quem aproveitasse para um reforço alimentar, mesmo por baixo do arco da torre adossada à ponte em 1465 pelo Abade de Salzedas, D. Fernando, com queijos, compotas e enchidos devidamente acompanhados por deliciosos néctares, juntando alguns produtos locais a outros trazidos de casa, fosse de Paços de Ferreira ou de Coimbra.

Os rojões, os mosteiros e o espumante

Espécie de aperitivo para a grande surpresa que esperava os viajantes na Junta de Freguesia da Várzea de Abrunhais, onde o seu presidente, Carlos Rodrigues, introduziu excelente repasto, com suculentos rojões cozinhados em tradicional panela de ferro, capaz de surpreender o mais incauto dos estômagos, antes de agradecer ao Moto Clube do Porto a visita. Com digestão ajudada por um jogo de futebol (de matraquilhos…), tempo para rumar dois mosteiros que foram (e são!) marcos indeléveis da importância da Igreja em terras lamecenses. Em São João de Tarouca, a muita chuva que entretanto brindou a caravana, levou a duas tomadas de posição face à inclemência de S. Pedro: Houve quem prontamente seguisse viagem na esperança de encontrar adiante clima mais simpático, enquanto outros, aproveitando o resguardo proporcionado pela Igreja daquele que foi o primeiro mosteiro da Ordem de Císter em Portugal, apreciaram a riqueza do edifício de planta cruciforme e onde se mesclam elementos do românico e gótico. Sobreposição de estilos bem patente nas paredes de aspeto inacabado, deixando ver os arcos, colunas e capitéis da obra inicial começada em 1140 por debaixo das remodelações feitas durante o século XVI, altura em que o complexo monástico foi largamente ampliado com a construção de outros edifícios, com destaque para o imponente dormitório de dois pisos, de características únicas em Portugal. Entre as muitas explicações dadas pela D.ª Rosa Matias que, de forma simpática e explícita, ciceroneou o grupo, nota para as pinturas que encimam o cadeiral dos monges, representando figuras proeminentes da ordem cisterciense, nomeadamente diversos abades e papas, ou o túmulo do Conde D. Pedro.

Da mesmo ordem religiosa, o Mosteiro de St.ª Maria de Salzedas foi palco da paragem seguinte não sem antes olhar de soslaio para a muy antiga Vila da Rua e para a pouca cheia Barragem de Vilar, represa do rio Távora e repartida entre os concelhos de Sernancelhe e Moimenta da Beira. Construído no Séc. XII, o mosteiro de Salzedas foi ampliado nos séculos XVII e XVIII ganhando novo claustro, da Colação, desenhado pelo arquiteto maltês Carlos Gimach. Espaço de sóbria beleza, mas a que a intempérie e o cedo anoitecer conferiu ar apocalíptico, aconselhado rápida viagem até Lamego onde, ainda antes de animado jantar, houve tempo para descobrir as caves Raposeira, um dos mais conhecidos espumantes naturais portugueses (desde 1898), integrado na região vitivinícola Távora-Varosa. Do elaborado processo de fabrico aos extensos túneis de granito que conservam em ótimas condições naturais mais de 11 milhões de garrafas, tempo para conhecer a história de uma bebida que, afinal, é mais portuguesa do que se pensa, provando ainda o inconfundível sabor dado pelas bolinhas naturais.

Depois da tempestade… até ao almoço final

Após um primeiro dia verdadeiramente invernoso, em que a chuva parece ter abençoado as religiosas visitas a mosteiros e igrejas, escondendo, porém, as belas paisagens em quase impenetrável véu de nevoeiro e humidade, nada como um lindo dia de outono para rematar a edição de 2019 do À Descoberta, por Lamego. Céu limpo em verdadeiro ‘domingo de aleluia’, de um azul sorridente que ajudava a esquecer as baixas temperaturas, marcou um trajeto que alternou entre estradas míticas, como a N2 ou a 222, e serpenteantes troços através de florestas autóctones, de verdejante frescura e muita humidade. Condução entre o divertido ‘arredondar de pneu’ com que começou o dia pela N2 até à mais torneada estrada pela encosta rumo a S. Martinho de Mouros, com cautelas acrescidas ditadas pela terra e pedras que a intensa chuvada da véspera trouxe para o asfalto. Ali, na freguesia que foi sede de concelho entre 1121 e 1855 e que é uma das mais antigas do concelho de Resende, a Igreja de São Martinho de Mouros recupera do desgaste centenário da obra erigida no Séc. XII, justificando o investimento total de 123 473,55 euros na conservação e restauro de retábulos, teto, púlpito e esculturas testemunhado pelos participantes no evento do Moto Clube do Porto, mesmo antes de agradável reforço do pequeno almoço.

É que o almoço final – muito agradável no Restaurante O Paiva – ainda distava muitos quilómetros e pelo caminho estava prevista nova paragem, no Mosteiro de Santa Maria de Cárquere. E que só não foi maior porque na Igreja Paroquial, fundada no Séc. XII pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, era celebrado um batizado que apressou o regresso da comitiva a Lamego. Mas não sem antes apreciar o exterior, de base românica, da igreja que é apontada na Crónica de 1419, como local da milagrosa cura de D. Afonso Henriques que, por via da resolução da má formação nas pernas do que viria a ser o primeiro Rei de Portugal, D. Henrique, seu pai, ali mandou construir o Mosteiro. Ponto final do À Descoberta 2019, pleno de descobertas históricas e religiosas, gastronómicas e paisagísticas na recheada região de Lamego, com a excelente companhia dos amigos do Clube Automóvel de Lamego.

Mais fotos de Joaquim Alves

FIM MOTOTOUR OF NATIONS 2019

FIM MOTOTOUR OF NATIONS 2019Encontro de culturas num clássico do moto turismo internacional

5 a 8 de setembro – Castelo de Vide

6.ª edição com a maior participação de sempre

O 4.º evento anual do Calendário Clássico mundial da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) reuniu este ano, em Portugal, 290 participantes provenientes de 14 países. O encontro teve lugar em Castelo Vide, onde a caravana internacional deu início à aventura desbravando a história e a cultura da região do Alto Alentejo.

A primeira edição do evento teve lugar em 2013, em Itália, Áustria e Eslovénia. Trata-se de um evento de moto turismo puro, rolante, com a caravana – itinerante – a conhecer a região do clube/país organizador, tendo como mote elevados padrões de qualidade e conforto na visita aos principais pontos de atração das regiões percorridas.

Habituado a grandes desafios e com uma experiência alicerçada em inúmeros eventos internacionais, o Moto Clube do Porto volta assim às grandes organizações reforçando o ecletismo e imagem internacional. Nesta 6.ª edição do evento, decorrido entre 5 e 8 de setembro, a inovação e a qualidade tiveram lugar de destaque surpreendendo todos os motociclistas internacionais que visitaram Portugal.

Com epicentro em Castelo de Vide, o Mototour 2019 teve como tema central o regresso à natureza e ao encanto e tranquilidade da atmosfera rural, proporcionando uma experiência única repleta de fantásticas paisagens, elegantes e acolhedores alojamentos de turismo rural, solares históricos e pequenos hotéis de charme. Uma viagem cultural inesquecível onde se destacou ainda a gastronomia tradicional alentejana. A originalidade esteve também presente na escolha dos percursos com enorme variedade de estradas, onde o prazer de condução ganhou outro ímpeto graças ao enquadramento paisagístico desenhado por amplas searas, grandes olivais, serras, planícies e rios. Variedade também nos monumentos que sublinham séculos da rica história lusitana, da presença dos povos pré-históricos, árabes e romanos, das batalhas pela independência. Percurso pelas memórias de um país bonito e seguro, onde a hospitalidade das gentes deixa marca indelével no coração de quem o visita. Esta foi uma oportunidade única para descobrir a serenidade do interior, usufruindo ao máximo da moto no encontro com valores imutáveis, com elevada qualidade e excelência organizativa à medida do Moto Clube do Porto.

O programa de 3 dias + 1 (Programa Opcional) foi marcado pelo caloroso convívio entre os participantes das diferentes nacionalidades - Andorra, Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Itália, Irlanda, Portugal e Suíça.

Fomos bafejados pelo bom tempo, com sol abundante, temperaturas altas e boa visibilidade na estrada, o que muito contribuiu para um incrível fim de semana de verão no interior. O ritmo de andamento foi calmo e ordeiro e o grupo - dividido em quatro subgrupos de motociclistas encabeçados cada um por 5 marshalls do Moto Clube do Porto, avançou em caravana internacional dando início à descoberta na região do Alto Alentejo.

O programa idealizado pelo Moto Clube do Porto, abrangeu uma vasta quantidade de visitas que destacaram de forma única, a riqueza e a história da região, sem que estas se impusessem ao ritmo tranquilo e casual do passeio.

Dia 1

Como é habitual, o primeiro dia foi tempo de chegada, entrosamento, conhecimento e adaptação dos participantes, o que aconteceu de forma natural e muito espontânea. O check in decorreu conforme previsto e dentro dos horários estabelecidos num ambiente fluído de boa disposição. A receção decorreu no hall da Câmara Municipal de Castelo de Vide.

Após o processo de inscrição, todos os participantes foram encaminhados e distribuídos pelas 22 unidades hoteleiras criteriosamente selecionadas, situadas em locais estratégicos de uma enorme beleza natural e tranquilidade únicas. No final do dia, o shuttle recolheu todos os participantes para o jantar, que todas as noites decorreu em Castelo de Vide, numa majestosa tenda montada para o efeito numa rua encerrada ao trânsito para o evento.

Destaque para a qualidade excecional do catering ao jantar, bem como a grande diversidade de petiscos regionais servidos ao longo do dia, como a bochecha de porco, as migas ou as açordas.

A gastronomia de excelência foi um dos aspetos ao qual dedicamos especial atenção nesta edição do Mototour of Nations dando a conhecer os sabores locais aos visitantes das várias nacionalidades.

Dia 2

Brindados por um sol radioso, iniciamos o segundo dia do passeio com excelente disposição tirando o maior partido da condução até Mosteiros, onde parámos para um coffee-break.

A primeira visita impunha grande expetativa, desta vez pela modernidade arquitetónica: o Centro de Ciência do Café e a Adega Mayor, uma obra grandiosa e talvez um dos menos conhecidos projetos do aclamado arquiteto português Álvaro Siza. Foi surpreendente assistir à inusitada planície verdejante assinalada por uma estrutura modular imersa na paisagem.  

A hora de almoço estava reservada a explorar Ouguela e o seu castelo, onde desfrutamos de uma pausa assistindo a um cenário único. A paisagem, a história e a cozinha local uniram-se numa experiência singular: um delicioso repasto feito de saborosos churrascos com vistas deslumbrantes para a paisagem que se erguia entre as ameias do castelo.

Seguimos em direção a Elvas e ao Forte da Graça.

Pitoresco e encantador, o centro histórico de Elvas, mais precisamente a Praça da República, foi o local eleito para refrescar e esticar as pernas. O próximo destino seria o Forte da Graça onde nos esperava um petisco farto e surpreendente enquadrado na belíssima arquitectura do Forte, tendo como pano de fundo a imponente casa do Governador, agora restaurada.

Seguindo o programa definido, dirigimo-nos para a idílica vila de Marvão, onde nos aguardava um dos momentos mágicos deste passeio. Situada no topo da Serra do Sapoio, Marvão ofereceu-nos uma visão digna de conto de fadas: a atmosfera quente, o horizonte a perder de vista e o pôr do sol, foram os protagonistas de um relaxante final de tarde de verão.

Depois de um dia intenso repleto de conhecimento e sabores, regressámos a Castelo de Vide, onde se realizou o jantar seguido do merecido descanso! O dia seguinte reservava-nos novas e enriquecedoras experiências.

Dia 3

Após uma hora de ameno passeio em estrada, avistamos Vila Viçosa, pequeno tesouro do Alentejo profundo, repleto de história e sabedoria.

Aqui esperava-nos um café da manhã, ao estilo de pequeno almoço, para nos aconchegar para a visita ao fantástico museu dos Coches.

Vila Viçosa alberga, desde o início do século XVI e até à Proclamação da República (5 de outubro de 1910), o Paço Ducal, residência oficial dos Duques de Bragança. Nas antigas cocheiras do palácio está instalada uma seção do Museu Nacional dos Coches, que conta com 73 veículos.  

O almoço em Évora Monte foi uma verdadeira festa para os sentidos! O fabuloso Bacalhau à Brás e a sua versão vegetariana muito se assemelhavam, tal a qualidade da confeção! Para além deste prato tão português tivemos oportunidade de nos deleitar com variados petiscos locais e bebidas bem frescas, que muito bem nos soube neste dia particularmente quente.

Depois da merecida pausa e deleite gastronómico, seguimos para Estremoz, onde visitamos as singulares pedreiras de Mármore de Estremoz.

Nas imediações de cidade avistámos os locais de extração do mundialmente famoso mármore que pede emprestado o nome à cidade. O contacto com esta natureza branca e rude gerou um entusiasmo inesperado, despertando os sentidos a todos os participantes. Na antiga pedreira que visitámos, a visão incrível de uma cratera profunda inspirou a imaginação e a curiosidade de todos. Testemunhar um tesouro proveniente das entranhas das terras alentejanas, tão apreciado em todo o mundo, recordou-nos da riqueza diversa e única do nosso país, reconhecimento validado pelo olhar arrebatado de todos os participantes nacionais e estrangeiros.

Seguir-se-iam outros segredos bem guardados destas paragens: o Museu dos Bonecos de Estremoz.

Visível ao longe graças ao caraterístico branco que decora o exterior das casas, Estremoz espalha-se ao longo de uma colina, protegida pelas velhas muralhas e pela imponente Torre de Menagem.

Mas Estremoz tem mais, muito mais para ver! Tem até os únicos bonecos que fazem parte do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Ou melhor, o primeiro figurado do Mundo a merecer a distinção da UNESCO. Arte popular que conta com mais de 300 anos de história vulgarmente conhecida como ‘bonecos de Estremoz’.

Prosseguimos para Arronches e aqui fizemos uma paragem para um coffee break numa das mais interessantes unidades museológicas da região, inaugurada há pouco mais de dois meses.

O Museu CEIRA (Centro Interativo da Ruralidade de Arronches) convidou-nos para um mergulho na história dos ofícios e tradições, costumes e utensílios da vida no campo. A abordagem interativa deste novo espaço museológico foi uma surpresa que facilmente nos fez recuar no tempo reproduzindo antigas vivências.

O final da tarde foi tempo de recarregar energias no hotel para mais tarde desfrutar do Jantar de Gala em Castelo de Vide. Na nossa tenda habitual demos por terminada a aventura por terras do Alto Alentejo, celebrando com profusa alegria a partilha de mais uma experiência incrível. Aqui foi servido o Jantar de Gala com menu recheado de entradas e prato típico da região. Os prémios de Federação mais representada bem como o prémio de Moto Clube mais representado foram atribuídos de forma simples, seguindo-se o agradecimento pela colaboração a todas as entidades envolvidas, e a todos, a sua presença imprescindível para que o Mototour 2019 fosse um sucesso!

Na agenda ficou assinalado novo encontro para 2020, desta vez na Dinamarca.

Dia 4 – Programa Opcional

Cerca de metade dos participantes iniciais elegeram este dia para prosseguirem viagem em direção a suas casas. Os restantes acompanharam um Programa Opcional concebido pela organização do Moto Clube do Porto fechando com chave de ouro este inesquecível Mototour.

Deixamos Castelo de Vide e partimos rumo a Alter do Chão, com tempo para conhecer o museu Álamo, o Castelo e o centro de uma vila. O almoço decorreu no Mercado Municipal e mais uma vez pudemos deliciar-nos com segredos da cozinha local.

Após almoço volante onde foram apresentados deliciosos petiscos regionais, seguimos viagem em direção a Fronteira pelos belos caminhos alentejanos, percorrendo grandes retas e também bonitas curvas, num deleite de condução em estradas muito bem conservadas e quase sem trânsito!

A seguir ao coffee-break na vila de Fronteira, deixamo-nos surpreender pelo horizonte amplo e claro com que nos brindava o acesso à Senhora da Penha, por caminhos através de “Carreiras”, sempre com surpreendentes vistas sobre a cidade de Castelo de Vila. 

Conhecemos a interessante lenda da Senhora da Penha e subimos a longa escadaria construída na Serra de São Paulo, até à Ermida de Nossa Senhora da Penha. As vistas altaneiras sobre Castelo de Vide e sobre grande parte do Parque natural da Serra de São Mamede surpreenderam todos os presentes.

O fim da jornada terminou com o regresso a Castelo de Vide, jantar e encerramento final do programa do FIM Mototour of Nations 2019 para os participantes que se juntaram a nós neste dia excecional.

Apesar das dificuldades inerentes à logística que envolve uma organização desta envergadura, o Moto Clube do Porto provou mais uma vez a sua vasta experiência e capacidade na organização de grandes eventos, que nesta ocasião contou com a colaboração incansável de 30 membros na organização e com o generoso acolhimento e hospitalidade de todas as cidades e vilas que nos receberam de braços abertos e nos deram a conhecer a sua história, os seus monumentos, a sua farta mesa e as suas tradições. Todos os participantes ficaram rendidos a esta experiência, uma forma diferente de fazer turismo sobre duas rodas numa harmonia perfeita com a natureza, a gastronomia e as memórias do Alto Alentejo, que agora são também de todos nós.

Todas as fotos no site do evento --> http:\\fim-mototour2019.pt

Clássicas em Passeio

05 Passeio de classicasAté o tempo ajudou...

No passado dia 6 as margens dos rios Douro e Tâmega, bem como as serras circundantes, foram o spot escolhido para o último Passeio das Clássicas de 2019.

Com partida “tardia” da sede do MCP (de modo a possibilitar a ida às urnas) os participantes fizeram-se à estrada pela marginal do Douro; as montadas, na sua maioria clássicas, percorreram calmamente as curvas da N108 possibilitando que os seus cavaleiros pudessem apreciar as paisagens soberbas que um magnífico dia de Outono proporcionavam. Após uma pausa para café e dois dedos de conversa no cais de Entre os Rios, foi tempo de mudar para o Tâmega que acompanhamos até ao Marco de Canaveses. Nesta altura já percorríamos uma das Rotas do Românico e aproveitamos a passagpassagemem em Vila Boa de Quires para visitar as Obras do Fidalgo, ou Casa do Fidalgo, fachada imponente da casa mandada construir por António de Vasconcelos Carvalho e Menezes em meados do Séc XVIII e nunca terminada, antes de seguir para Abragão.

Ler mais...

Trails por aí, 2019

Da Lousã a Arganil

E pela terceira vez esta ano, as Big Trails do nosso Moto Clube do Porto fizeram-se à estrada. Aos caminhos. Aos trilhos. Ao pó … neste último domingo de setembro.

Este início de outono brindou-nos com um incrível domingo de sol e temperaturas amenas. Um excelente dia para os 17 entusiastas do “bigtrailismo” desfrutarem das belas paisagens das serras da Lousã e do Açor.

Logo de manhãzinha e sempre a velocidades legais, como é nosso apanágio, tivemos uma primeira ligação de 160 km por autoestrada, da sede do MCP ao centro da Lousã. O ponto de encontro escolhido permitiu-nos simultaneamente abastecer as montadas e os nossos estômagos, antes de nos fazermos à diversão.

A região montanhosa a percorrer começava a cobrir-se em tons outonais, com as folhas castanhas a enfeitar as bermas, mas não era a beleza das paisagens o principal atrativo do dia. Íamos percorrer os emblemáticos troços do rali de Portugal, da Lousã, Góis e Arganil, o que, para quem gosta de condução em fora-de-estrada, era o grande desafio.

Ler mais...

Moto noite acompanha preguinhos

20190906 Moto da NoiteOs sócios novos também ganham

Na passada sexta-feira, 6 de Setembro, a sede do Moto Clube do Porto abriu-se para provar desta vez os famosos pregos à pintainho e eleger a Moto da Noite.
A noite já ia longa quando o júri nomeado percorria o parque em busca da moto mais bela. Desta vez foi uma tarefa dificílima pois eram muitas as motos no parque pretendentes ao título.
O júri constituído pelos sócios Carlos Ribeiro, Rui Rodrigues e António Sousa, analisaram as opções, apresentaram as suas escolhas e depois de uma feroz disputa de argumentos decidiram como vencedora a Honda X-ADV do sócio Jorge Almeida e como manda a tradição, teve direito à mini e respectivo diploma para certificar o vencedor.
Para o próximo 4 de Outubro há mais.... venham e participem...

Ler mais...

José Garcia, a paixão de um fundador

José GarciaJosé Garcia - 27/03/1930-12/09/2019

O entusiasmo, transmitido pelo indisfarçável brilho especial nos olhos, sempre que falava sobre motos era a prova mais evidente da enorme paixão que nutria pelo universo das duas rodas, fosse no campo da competição, quer enquanto mototurista ou, simplesmente, como… motociclista. Utilizador de longuíssima data de motos, José Garcia passou o vírus das duas rodas a toda a família, sempre partilhado pela esposa Sílvia, pelos filhos Osvaldo e Jorge, pelo neto André e que chegou mesmo aos bisnetos Martim e Miguel. Faleceu aos 89 anos, após corajosa luta contra prolongada doença, deixando mais pobre a família do Moto Clube do Porto do qual foi sócio fundador, inscrito com o número 2 a 14 de maio de 1986, e com o qual foi mantendo contacto ao longo dos anos.
De Moçambique, de onde regressou em 1975, trouxe a Norton Comando 750, a Triumph 500 Twenty One do filho Jorge Garcia, e a vontade de viajar rumos às provas do Mundial de Velocidade que então acompanhava ao vivo na visita anual à África do Sul, na pista de Kyalami. Hábito retomado pouco depois da chegada Portugal, com viagens até Jarama por alturas do Grande Prémio de Espanha, na companhia da esposa e dos filhos, a quem se juntavam, por vezes, alguns amigos.
Mas, da antiga colónia portuguesa, trouxe também – e além de muitos troféus ganhos em competição! – a experiência do associativismo, ganha na fundação e legalização do Moto Clube de Moçambique – Lourenço Marques, o primeiro a promover provas de motociclismo naquele território.
Por isso e pelo bom ambiente que desde logo se apercebeu, não hesitou quando o filho Jorge lhe falou na criação do Moto Clube do Porto, aceitando o desafio em defesa dos valores de amizade, solidariedade e camaradagem. A presença do patriarca da família Garcia foi uma constante nos primeiros anos de vida do MCP, com participação nas diversas concentrações que então eram organizadas na Galiza bem como em inúmeros passeios organizados pelo seu Clube, mas sem deixar as viagens em família através de Espanha, Andorra ou França. Além de acompanhar a vida desportiva familiar, da presença nas provas de Osvaldo Garcia e André Garcia, seguramente recordando um passado de sucesso nas pistas de velocidade em Moçambique.
À família enlutada deixamos aqui os votos de sentidos pêsames e toda a solidariedade neste momento particularmente difícil.

Passeio aos Picos da Europa 2019 - MCP

Próximo do Paraíso

Agosto: mês de férias, noites quentes, estradas de praia congestionadas …. Convite do MCP para 4 dias num destino motociclístico de excelência: Picos da Europa! Das paisagens enormes e verdejantes, das estradas de montanha, das vilas medievais encantadoras quase esquecidas na velocidade do calendário, da boa mesa e de tanto por descobrir!!!

Com perspetivas de boas condições climatéricas a ajudar ao passeio, os participantes (43 pessoas em 27 motos, bem acima do inicialmente previsto) compareciam na sede do MCP trazendo nas bagagens muita vontade de passear, e daí rumo a Chaves local de primeira paragem, café com pasteis da cidade, distribuição de materiais e briefing pormenorizado. Rápida e muito ordeiramente a caravana somava quilómetros e o almoço livre foi já em La Baneza, local onde poucos dias antes foram as motos clássicas a animar as ruas da cidade, nas corridas de motos anuais que param a localidade!!!

Para a tarde deste primeiro dia, as estradas começaram a estreitecer, a ganhar curvas e muita beleza, com uma temperatura amena, foi um prazer as passagens pelos embalses de Compuerto e Alba com paragem no miradouro de Alba, atravessar o Parque natural de Fuente Carrionas e Fuente Cobre, para uma ultima paragem no miradouro de Piedraluengas, observatório privilegiado com o Parque Natural dos Picos da Europa como horizonte. Chegada ao pitoresco hotel, na intimista povoação de Cosgaya, com um rápido e organizado check-in a permitir um relaxado jantar depois de 700 quilómetros: briefing do dia seguinte e merecido descanso.

Ler mais...

Moelas e Moto da noite

Moto da NoiteA tradição já não é o que era

A 2 de agosto voltamos uma vez mais a eleger a moto da noite na sede do Moto Clube do Porto.

Com as bifanas da Alice a serem substituídas neste dia de verão pelas moelas do Pintainho... o parque estava já cheio de belas motos candidatas ao prémio.
Assim, foi renhida a vitória pois que o júri constituído pelos sócios Rui Rodrigues, Nelson Lima e Germano Mateus, tiveram o cuidado de analisar todas ao pormenor.
No final a escolha recaiu na BMW R 1200 GS 30 ANOS do sócio Luís Martinho, que imaginem veio desde LEIRIA para ganhar este prémio. Como manda a tradição, teve direito à mini e respetivo diploma para certificar o vencedor.

Não se esqueçam e venham na próxima 1ª sexta-feira do mês, participem e... deliciem-se com as bifanas da Alice ou a moela do Pintainho.

Ler mais...

Moto da Noite ganha por sócio "menor"

20190705 moto da noiteNa passada sexta-feira 5 de julho, mais uma vez, a sede do Moto Clube do Porto foi palco para a eleição da Moto da noite, e claro as já afamadas bifanas da Alice.
Com o parque repleto de candidatas ao prémio, foi já pela noite dentro que o júri examinou ao detalhe todas para eleger a moto mais bela.
O júri constituído pelos sócios Carlos Ribeiro, Paulo Mendes e Dias Costa, depois de cuidada análise foi unânime em eleger a belíssima nova INDIAN FTR 1200 trazida pelo jovem sócio Diogo Fonseca, que pediu ao seu pai para o levar nesta bela máquina ao nosso clube.
As suas palavra à chegada foram “ moto muito boa, um pouquinho perigosa!...”, mas como não podia deixar de ser e a tradição manda, teve direito à mini (que foi rapidamente trocado por um ice tea) e respetivo diploma para certificar o vencedor.
E assim se prova que de pequenino se troce o pepino, ou melhor se rola o punho.... venham na próxima 1ª sexta-feira do mês e participem...
Ler mais...

Passear em Cabeceiras a ajudar a Guiné

01 Passeio Solidario NRDP219 solidários doam a verba para electrificar casa de acolhimento de crianças órfãs

Com 50% da inscrição a reverter para a Casa da Mamé Ussai e mais uma data de doações e rifas vendidas, a ONGD Na Rota dos Povos conseguiu angariar 3.990 euros líquidos, dinheiro suficiente para comprar os essenciais painéis solares que assim permitirão às crianças órfãs acolhidas beber leite, ter peixe fresco, estudar à noite, as tais coisas essenciais que damos por adquiridas e a que nem damos o devido valor.

Isto graças ao entusiasmo de 219 participantes que no passado domingo 7 de julho subiram em caravana ao mais que hospitaleiro concelho de Cabeceiras de Basto. E que caravana!... 79 pessoas em motos, 84 em mais de 20 automóveis (quê??) e até um autocarro com 56 passageiros (como??)

Esta passeata com participantes tão heterogéneos pôs em sentido os organizadores da Na Rota dos Povos, Octávio Coelho, Anabela Bandeira, Tito Baião, Susana Antunes. E ainda mais o Ernesto Brochado, mentor do percurso e programa. Mas, graças à enorme e constante ajuda do cabeceirense e sócio MCP Filipe Raposo, da hospitalidade e gosto do Turismo do Município de Cabeceiras de Basto e ainda a solidariedade do Sr. António João, proprietário dessa “Meca” que é a Adega Regional Nariz do Mundo, assisitiu-se a um desfile de sorrisos e alegria geral, desde Gondomar, de onde se arrancou à hora, até ao final do domingo, por um itinerário ambicioso, com muita serra e aldeia, idealizado inicialmente só para motos. Mesmo quando o autocarro ficou empancado na estreita e granítica aldeia de Torrinheiras, hehehe…

Com muitos jovens e inexperientes condutores nas motos, os “independentes” automobilistas, pouco dados a caravanas, e todas as limitações impostas pelo enorme autocarro de 14 metros, a comitiva rolou sempre em ritmos extremamente lentos, bons para dormir a sesta.

Ler mais...

Ir à praia sem molhar os pés e ...

Rota dos Sabores...comer de tudo sem ir ao restaurante

Rota dos Sabores 2019 MCP/Antero mostrou delícias de Vagos a Ílhavo, da Ria de Aveiro ao Oceano Atlântico

Desafiar o marasmo de um verão que teima em ‘não dar a cara’, descobrir novos aromas e paladares, dos doces artesanais aos mais inesperados salgados, passando pelo acre de cervejas artesanais ou pela frescura dos sumos naturais; ir até à praia e ver como se pesca o peixe mais fresco, comer ao ar livre em ambiente absolutamente descontraído, conhecer melhor a história da pesca do bacalhau ou aprender a elaborada arte de fazer sal foram razões que deram outra sabor a um domingo bem passado na Rota dos Sabores 2019 MCP/Antero.

Saudado regresso à Ria de Aveiro, inesgotável fonte de descoberta e surpresas, que começou nas generosas instalações da Antero, bem conhecido concessionário nos Carvalhos, com tempo para, além de provar as já famosas natinhas e do ‘obrigatório’ café, conhecer algumas das novidades das gamas da BMW, Yamaha, Kawasaki, Benelli, Vespa, UM, Suzuki e outras, além dos mais recentes equipamentos dos mais conceituados fabricantes, da Dainese à Shoei, da Spidi à Touratech ou da AGV à BMW.

Ler mais...

Maravilhoso Passeio a Muxia!

064 MCP em MuxiaLobos do mar e sereias na costa do norte

No fim de semana de 29 a 30 de Junho reunimos 29 participantes e 19 motos para dar as boas-vindas ao Verão num bucólico percurso pela costa norte de Espanha. Organizado pelo MCP, o passeio teve o apoio da Mototrofa.

Eram 8h30, quando praticamente todo o grupo já se encontrava na sede da Mototrofa para partilhar o pequeno almoço oferecido pelo nosso patrocinador.

Ás 8h55 a atmosfera já vibrava de entusiasmo e expectativa ao ouvir o breve resumo do que seria esta aventura com informações importantes de como se deve conduzir em grupo, quem comandava a caravana e quem a ia fechar.

O Porto e Muxia – o nosso destino! - são separados por longos quilómetros de estrada, e uma vez que a parte inicial do trajecto é bastante descaracterizada, optamos por fazer a ligação ao norte de Portugal pela A3 optando pela saída de Monção para entrar em Espanha. Rolamos juntos, coesos até chegarmos a Arcade, onde demos início ao repasto de almoço em jeito de piquenique aproveitando o excelente dia que se fez sentir e o pequeno porto de embarcações junto à zona de merendas.

O troço seguinte prometia paisagens verdejantes com zonas ribeirinhas que assinalavam a presença refrescante da água praticamente ao longo de todo o percurso.

Atravessámos pequenas aldeias e lugares até chegarmos à costa, que nos brindou com vistas deslumbrantes do mar e das escarpas rochosas. Farol de Punta Nariga marcou um dos momentos altos do passeio pela sua beleza pitoresca e paisagens colossais.

De farol em farol, fomos desbravando a costa como velhos lobos do mar asfaltado surpreendidos com o horizonte infinito de praias de areia branca e fina e águas de um azul quase cristalino.

Pernoitamos em Camariñas num simpático hotel. Para obrigar o corpo a alongar percorremos a pé o caminho até ao restaurante que nos acolheu calorosamente. “Brigadinho” dizia o senhor a todos e de cada vez que trazia comida!! A refeição, completa e saborosa, e a noite amena inspirou uma tranquila caminhada pela marginal onde, aqui e ali fomos conversando sobre tudo um pouco! Satisfeitos com o dia preenchido de descobertas e paisagens que enchem a alma, fomos descansar para renovar energias para o segundo dia do programa.

O pequeno almoço foi servido bem cedo e às 9h arrancávamos em direcção ao mar!

Objectivo: Muxia, uma encantadora vila costeira abraçada pela água e pelo campo, terras de Caminho de Santiago calcorreadas por séculos e gerações.

Continuamos para Ezaro em Dumbria, e espreitamos a paisagem no seu mirador: ao longe pode ver-se a barragem, a queda de água, o porto de recreio e o mar, ao qual se acede por baixo de uma pequena ponte… Um cenário de fábula num reino mágico onde de repente parecem surgir pequenos duendes de chapéu em bico.

Do nosso elevado posto no cimo da escarpa fomos descendo até ao nível da água e deixamo-nos conquistar pela beleza quase irreal. Um pequeno tesouro escondido na bravia costa atlântica.

Ainda absorvidos por tão gloriosas imagens rumamos a Noia, onde nos aguardava o não menos surpreendente almoço. Foi na Taxca Tipica que saboreamos um verdadeiro manjar galego com a simpática recepção do seu dono, o “Santi”. O grupo foi unânime: numa escala de 1 a 10, a 'casa' do Santi tem uns merecidos 10 valores!

A boa disposição reinava e tudo estava a postos para o regresso, uns por estradas costeiras outros por autoestradas. O corpo e alma agradecem a experiência repleta de sabores e imagens de gentes de terra e de mar que a memória não esquecerá.

33ª Festa de Aniversário

Bolo AniversarioMoto Clube do Porto voltou a reunir sócios e familiares na sua festa de aniversário

Seguindo uma máxima muito utilizada em Portugal, e também neste clube, “em equipa que ganha não se mexe”, o Moto Clube do Porto voltou ao Restaurante Pratos e Petiscos, neste sábado 22, na Trofa, para festejar o seu 33º aniversário.
A festa teve início em espaço exterior, gentilmente cedido pelo nosso sócio e anfitrião Miguel Maia, onde pouco a pouco foram chegando todos os participantes; aproveitando para por as conversas em dia e contar os últimos passeios e viagens enquanto degustavam uns Gins ou Martinis, desta vez sem ‘sunset’ pois o “astro rei” estava escondido atrás das nuvens.
Com a luz do dia a começar a escapar, foi tempo de subir para a sala preparada pela equipa do restaurante Pratos & Petiscos (também conhecido como Moto Clube da Trofa). O espaço amplo, com uma disposição que favoreceu a continuação da conversa e as entradas (rojões, enchidos, queijos…), iam preparando caminho para a deliciosa costela mendinha que a todos agradou.
Este agradável convívio à mesa antecipou o ponto alto da noite comemorativa, com o coro dos presentes a entoar um afinado ‘Parabéns a Você’ antes do sócio mais jovem presente – Diogo Fonseca - apagar as velas dos 33 anos de vida do Moto Clube do Porto.
Após a sobremesa, que preparou todos os convivas para o momento alto da noite, teve então início o momento mais solene, a entrega das medalhas aos sócios que este ano completam 10, 20 e 30 anos de filiação; dentre eles, contaram-se sócios muito ativos, outros que aparecem esporadicamente no clube e até duas sócias que o são desde o dia em que nasceram! No final foi difícil a despedida dos amigos com quem se tinha passado uma noite muito agradável de conversas e memórias e, a custo, lá se foi esvaziando a sala.

Ler mais...