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Moto Clube do Porto liderou manifestação

Manifestação GAM contra as inspeções 2021 10 16 09em defesa da segurança contra mais uma injustiça

Todos os anos morrem milhares de utilizadores das estradas portuguesas. Motociclistas, é certo, mas também automobilistas, ciclistas, camionistas e peões. A segurança nas vias nacionais é posta em causa de forma diária independentemente do veículo utilizado. E não foram as Inspeções Periódicas Obrigatórias aos automóveis, autocarros e camiões que contribuíram de forma decisiva para a redução destes números. Como não o serão para os motociclos.

O Governo, através do Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, anunciou a entrada em vigor das IPO para motociclos a partir de janeiro de 2022. Anunciou a medida com uma displicência inaceitável para um governante! Mostrando uma falta de sensibilidade política e, sobretudo, um desrespeito enorme por milhares de cidadãos que fazem dos motociclos a sua forma de transporte, ganhando em mobilidade e economia nas cidades cada vez mais entupidas de trânsito e em prazer de condução em muitas das belas estradas nacionais que o nosso País oferece.

Foi uma grande parte desses cidadãos, muitos milhares de motociclistas, que, no sábado, dia 16 de outubro, fizeram ouvir a sua indignação através de uma manifestação de âmbito nacional, do Porto a Faro, passando por Coimbra e Lisboa, além do Funchal e Porto Santo. Manifestação organizada pelo Grupo de Ação Motociclista e apoiado, desde a primeira hora, pelo MCP, reunindo bem mais de 10 mil pessoas contra uma anunciada decisão que, claramente, não leva em linha de conta o interesse maior dos motociclistas: a SEGURANÇA.

Trata-se, em suma, de mais uma taxa travestida de boa-fé que serve apenas para calar interesses económicos pouco claros. Sim, porque a questão da segurança está bem explícita nos vários estudos, de cariz científico, que provam a ineficácia das inspeções às motos em termos de segurança e redução de sinistralidade. E onde fica provado que apenas 0,3% dos acidentes têm como causa principal o veículo.

Então e as causas dos restantes 99,7% dos acidentes não interessam?

Razões mais que justas para uma ação de contestação às anunciadas medidas que são, afinal, mais uma tremenda injustiça no País onde os combustíveis sobem de preço todas as semanas, onde as motos de 200 kg e duas rodas pagam as mesmas portagens de um automóvel de 2,5 toneladas. E onde uma moto com 25 anos paga uma taxa de IUC de 127,80 € enquanto um automóvel com a mesma cilindrada e a mesma idade paga 18,42 € e carros a gasolina de 1300 a 1750 cc ou a gasóleo entre os 2000 e os 3000 cc (a maioria do parque automóvel nacional!) pagam 57,73 €. Afinal, onde está a justiça?