Diz a lenda que será numa manhã de nevoeiro que D. Sebastião regressará. Pois os merendeiros do MCP atestaram que o passado 15 de fevereiro ainda não foi o dia, já que nevoeiro não faltou e D. Sebastião não deu sinais!
Pelas 8h30 já rodava a caravana rumo a Celorico de Basto, onde teria lugar a primeira paragem do dia, na Aldeia de Miniaturas de Pedro Lemos. E qual não foi o espanto, quando por entre as miniaturas encontramos o próprio Pedro Lemos, a trabalhar na manutenção das suas relíquias. Nesta obra de arte que já leva mais de 30 anos de desenvolvimento, nos seus tempos livres, podemos encontrar representações à escala de monumentos como o Castelo de Arnoia ou a Igreja de S. Gonçalo de Amarante, por entre várias casas típicas.
Uns quilómetros à frente, após umas curvinhas ainda com alguma visibilidade subimos à torre do Castelo de Arnoia, onde pudemos desfrutar… do nevoeiro, transpondo assim para a imaginação dos participantes as fabulosas vistas que esta torre, ocupada entre os séculos XIV e XVI, permite. O que os participantes não sabiam era que toda a situação se tratava de um presságio.
Ainda antes de sairmos de Terras de Basto, houve espaço para uma paragem para café e para vislumbrar uns raios de sol, ainda que apenas por uns segundos, mas suficiente para dotar os merendeiros da energia e atenção que o restante trajeto exigia.
Dali a Ribeira de Pena, ninguém sabe por onde andou. Por vezes não se via 2 motos à frente. Mas a resiliência e, acima de tudo, a paixão por andar de moto supera tudo e após 180 km chegávamos a Vidago, onde a Junta de Freguesia nos tinha deixado uma mesa no pavilhão desportivo, para que pudéssemos fazer o convívio abrigados. E até a desfile de Carnaval tivemos direito!
No final, fica o registo da bravura dos sócios e amigos do MCP que escolheram a Rusga dos Merendeiros para dar início ao seu ano motociclístico. E que toda a humidade deste dia tenha servido de bênção para os restantes eventos deste ano comemorativo do 40º aniversário do Moto Clube do Porto.