Três dias de estrada, Douro, cultura, amizade e… muito relax!
Há passeios que ficam na memória pelas paisagens. Outros pelas estradas. Outros ainda pelos lugares visitados. E depois há aqueles que ficam na memória por tudo isso e, sobretudo, pelas pessoas.
O Relax do Moto Clube do Porto, realizado nos dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto de 2026, foi precisamente um desses passeios.
Correu muitíssimo bem — diríamos mesmo que correu lindamente — e deixou em todos a sensação de que foram três dias muito bem vividos, entre motos, cultura, natureza, boa mesa, piscinas e, acima de tudo, muita amizade.
O grupo revelou-se, uma vez mais, coeso, respeitador, animado e amigo, daqueles grupos em que é fácil partilhar estrada, gargalhadas, descobertas e bons momentos. E quando assim é, qualquer quilómetro ganha outro sabor.
📍 Torre de Moncorvo: cultura e história a abrir o passeio
A primeira grande paragem levou-nos até Torre de Moncorvo, onde fomos recebidos de forma muito acolhedora no Posto de Turismo. Foi o ponto de partida para uma viagem pela história e pelo património desta vila transmontana.
Visitámos o Museu de Arte Sacra, espaço dedicado à preservação e divulgação do património religioso da região. Entre peças de devoção, arte e memória, foi uma oportunidade para conhecer melhor a dimensão cultural e espiritual de Torre de Moncorvo.
Seguiu-se o Museu do Castelo, instalado no contexto do antigo castelo da vila. O espaço permite conhecer melhor a história local e a importância que Torre de Moncorvo assumiu ao longo dos séculos, através dos vestígios e testemunhos do seu passado.
A visita passou ainda pela Basílica de Nossa Senhora da Assunção, um dos mais importantes símbolos patrimoniais de Torre de Moncorvo. O imponente templo, de grande riqueza arquitetónica e artística, domina a paisagem urbana e testemunha a importância histórica que a vila alcançou.

Mas um passeio destes não podia ficar apenas pela história. Era preciso também parar, respirar e contemplar.
E assim fomos descobrir o Douro a partir dos miradouros do Carrascalinho e do Colado. Vistas magníficas, horizontes largos e aquele Douro que, de cada ângulo, parece conseguir ser sempre diferente.
🌅 Freixo de Espada à Cinta: o verdadeiro significado de relax
Depois das visitas e das paisagens, seguimos para Freixo de Espada à Cinta, onde fizemos o check-in no hotel.
E aqui começou outra parte importante do programa: relaxar!
Final de tarde na piscina, conversa, descanso e aquele prazer simples de estar bem acompanhado num lugar agradável. Foi tempo para recuperar das emoções da estrada antes de nos sentarmos à mesa.
Os jantares foram sempre realizados no hotel e, diga-se em abono da verdade, as refeições estiveram à altura do passeio: muito boas!
🚤 Pelo Douro, a bordo da tranquilidade
No dia seguinte, depois do pequeno-almoço, motos em marcha e rumo ao cais da Congida, onde nos esperava o barco para um passeio pelo Douro.
E que Maravilha!

A tranquilidade do rio, as encostas, as cores da paisagem e o silêncio interrompido apenas pelo movimento do barco proporcionaram alguns dos momentos mais bonitos destes três dias.
E houve ainda aves de rapina com fartura, proporcionando verdadeiros momentos de caça fotográfica. Houve quem conseguisse excelentes fotografias — e, sobretudo, muitas memórias para levar para casa.
De regresso, fomos recuperar energias ao Restaurante Zona Verde, onde nos esperava um belo almoço. Barriga composta, forças recuperadas e novamente estrada… desta vez para continuar a descobrir o património de Freixo de Espada à Cinta.
🧵 Seda, poesia e história
A tarde foi dedicada à cultura e à história local.
Passámos pelo Museu da Seda, espaço que preserva a memória de uma atividade artesanal e económica profundamente ligada à identidade da região. Foi uma oportunidade para conhecer melhor as técnicas, os saberes e a importância da seda na história local.
Visitámos depois a Casa Museu Guerra Junqueiro, dedicada ao poeta e escritor Guerra Junqueiro, figura maior da literatura portuguesa. A casa e o seu espólio ajudam a conhecer não apenas o escritor, mas também o ambiente cultural e social em que viveu.
A Torre do Galo foi outra das paragens. Integrada no conjunto histórico da vila, é um dos elementos que ajudam a contar a história defensiva e medieval de Freixo de Espada à Cinta.
E, naturalmente, houve tempo para percorrer o Centro Histórico, descobrindo ruas, edifícios e recantos que dão personalidade a esta vila transmontana e duriense.

Terminada a parte cultural, a pergunta era quase inevitável:
E agora?
Pois claro… Hotel e piscina! 😎
Que bem que soube. E que bem que se estava lá!
Mais um jantar, mais convívio, mais conversa, mais risos e, finalmente, descanso. Porque no dia seguinte ainda havia estrada para conquistar.
🏍️ Serpentear pelo Douro até ao Côa
Domingo chegou depressa.
Depois do check-out, voltámos a montar nas nossas companheiras de duas rodas e iniciámos mais uma etapa do passeio.
Pegámos nas motos e fomos serpenteando pelas encostas do Douro até Barca d’Alva. Estradas que parecem desenhadas para quem gosta de viajar de moto, curvas, paisagens e aquele prazer único de sentir a estrada a desenrolar-se à nossa frente.
Uma paragem para o inevitável cafezinho, porque também estas pequenas coisas fazem parte dos grandes passeios, e seguimos viagem rumo a Foz Côa.

Foz Côa: terminar em grande
Chegados a Foz Côa, aguardava-nos uma última grande visita: o Museu do Côa.
Um final perfeito para um passeio que juntou estrada, natureza, história e cultura. O museu permitiu-nos conhecer e contextualizar o extraordinário património de arte rupestre do Vale do Côa, fechando assim o nosso percurso com mais uma experiência marcante.
E, porque depois de tanta estrada e tanta descoberta era preciso alimentar o corpo, nem foi preciso procurar muito.
Ficámos por lá mesmo, no restaurante do museu, onde o Sr. João Fernandes nos recebeu e tratou muitíssimo bem.
E que maneira bonita de terminar!
Uma refeição fantástica, num ambiente agradável e com a sensação de missão cumprida: três dias muito bem aproveitados, três dias de amizade, cultura, paisagens, motos e, acima de tudo, boa disposição.
❤️ Obrigado!
No final, resta-nos agradecer.
A todas as entidades, instituições, restaurantes, hotel e a todas as pessoas que nos receberam ao longo destes dias, o nosso muito obrigado. Cada gesto de simpatia, cada palavra de acolhimento e cada cuidado ajudaram a tornar este Relax ainda mais especial.
E, naturalmente, um agradecimento muito especial a todos os participantes.
Aqueles que sabem que a vida é feita destes momentos.
Aqueles que sabem apreciar uma boa estrada, uma bela paisagem, uma mesa bem composta e uma boa conversa.
Aqueles que sabem que viajar de moto é muito mais do que fazer quilómetros.
É partilhar quilómetros.
É parar para ver.
É rir.
É fotografar.
É conhecer.
É conviver.
É esperar por quem ficou para trás.
É chegar juntos.
A todos vocês, aquele até já!
Porque quem sabe aproveitar assim a vida, em duas rodas e na companhia certa, sabe que há sempre uma próxima curva à nossa espera.
E quem sabe… para o ano há mais! 🏍️❤️
Até lá, boas curvas e muitos quilómetros de felicidade!






















































































